quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Brasileiro não confia na polícia

É o que revela pesquisa encomendada pelo Ministério da Justiça. O repórter não achou o lide e o editor também não achou o título. O título acima é o correto e o lide é o que está em negrito na matéria.
Embora seja a primeira pesquisa do gênero, ela só confirma o que todos sabemos. Uma das discussões mais recorrentes em 2013 foi exatamente o da reforma das polícias, com a extinção da PM -- que ainda é a polícia da ditadura, preparada para enfrentar um inexistente inimigo interno (o povo) -- e a criação de uma nova polícia da democracia -- preparada para garantir a segurança (ao povo).

Da Agência Brasil
Pesquisa mostra que brasileiro procura pouco a polícia
Thais Araujo

Brasília - Dois em cada dez brasileiros que moram em cidades com mais de 15 mil habitantes e foram vítimas de crimes e ofensas como agressões, discriminação e furtos, nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa, procuraram a polícia para registrar a ocorrência.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Vitimização, divulgada hoje (5/12/13) pelo Ministério da Justiça, as mais baixas taxas de notificação são registradas no Nordeste (15,8%), especialmente na Paraíba (11%), Bahia (13,7%), no Rio Grande do Norte (14,2%) e em Pernambuco (14,6%). Entre as capitais, João Pessoa (PB) tem a taxa mais baixa (8,5), seguida por Salvador (12,2%) e Natal (15,1%).
Para a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, essa realidade está associada a dois fatores: oferta insuficiente de serviços de segurança pública e falta de confiança na polícia. De acordo com o levantamento, aproximadamente 80% dos entrevistados disseram confiar pouco ou não confiar nas polícias Militar e Civil. Segundo o estudo, 18% confiam muito na Polícia Militar e 16,6% na Civil.
Para elevar o grau de confiança da população nas polícias, a secretária defendeu melhorias na formação dos profissionais para "atender às necessidades do dia a dia da sociedade".
"[É preciso] que a polícia entenda que sua função é a defesa da sociedade e não do Estado. A independência política é fundamental. Além disso, é necessário fazer com que o fluxo do sistema de segurança e de Justiça se comuniquem, e que a fiscalização das políticas seja muito mais atuante, fortalecendo corregedorias e ouvidorias", disse.
A Pesquisa Nacional de Vitimização foi feita pela primeira vez no Brasil pelo Ministério da Justiça, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a UFMG. Ao todo, foram entrevistadas 78 mil pessoas, em 346 municípios, nos períodos de junho de 2010 a maio de 2011 e de junho de 2012 a outubro de 2012.
A íntegra.

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