domingo, 16 de junho de 2013

Entrevista exclusiva com a presidente Dilma

Com as contradições de sempre dos políticos brasileiros: nada mais importante e urgente do que a educação. Por isso o governo está investindo bilhões na construção de... estádios para as copas da fifa. Aliás, o significado de educação para a presidente é a velha ideia de qualificar mão-de-obra para tornar as empresas competitivas.

Do portal GGN.
Dilma, exclusivo: estamos preparando o país para os próximos vinte anos
Luís Nassif
Criaram-se lendas de que Dilma irrita-se com críticas, a ponto de romper com o crítico. Não foi o que transpareceu na conversa de duas horas, quinta-feira, no Palácio do Planalto.
Um dos interlocutores de Dilma garante que a imagem da "gerentona" não faz justiça a ela. Segundo ele, poucos presidentes na história tiveram a visão estratégica de futuro de Dilma. "Ela sempre pensa no país daqui a 10, 15 anos", explica o interlocutor. "Não se inebria com resultados imediatos."
Na hora da operação, esbarra na fragilidade de alguns ministros e no acomodamento de outros. Aí, é obrigada a perder parte relevante do tempo corrigindo problemas operacionais. O álibi "Dilma truculenta" é invocada por muitos ministros para justificar sua própria mediocridade e apatia.
A entrevista revela uma presidente com plena clareza sobre os caminhos estratégicos do país.
Ao ouvir o nome do jornal GGN, pergunta a relação com o Grupo Gente Nova (GGN), organização de lideranças jovens cristãs, que vicejou em Minas nos anos 60. O berço do GGN foi Belo Horizonte e, através das freirinhas do Sion, Dilma e outros jovens faziam trabalho social em bairros pobres, discutiam política e o Concílio Vaticano 2 de João 23. O GGN transbordou para Poços de Caldas, também através de freirinhas – na caso, as dominicanas.
Dilma recorda desses tempos, compara com o que sua neta encontrará pela frente. E dá o mote para o início da entrevista.

O novo país 
GGN – Que país a senhora pretende que nossa geração entregue para a de nossos netos?
Dilma – Está vindo por aí uma nova geração totalmente diferente, que encontrará um país totalmente diferente do que nossa geração recebeu. Nós vamos transformar o Brasil em um país rico, de classe média. Pessoalmente acho que essa herança ficará não apenas eliminando a pobreza, mas conseguindo uma educação de altíssima qualidade. Só a educação permite um ganho permanente, irreversível. Por isso defendo os royalties para educação.
A íntegra.

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