sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A história do WhatssApp

Do Diário do Centro do Mundo.
Se há algo mais surpreendente que os bilhões pagos pelo WhatssApp, é a história de um de seus criadores 
Kiko Nogueira
 
A única coisa mais surpreendente do que os 19 bilhões de dólares pagos pelo Facebook para adquirir o WhatssApp é a trajetória de um de seus fundadores, o ucraniano Jan Koum.
Aos 37 anos, Koum fez questão de assinar o acordo que o deixou bilionário (6.8 bilhões de dólares correspondem à parte que lhe cabe) num edifício abandonado, ao lado de uma ferrovia, onde, num passado não muito remoto, coletava seus food stamps, uma espécie de bolsa-comida dos EUA para famílias pobres.
Teve a ideia de criar o aplicativo em 2009, depois que sua academia proibiu o uso de celulares. Ficou irritado com as ligações perdidas e resolveu inventar uma solução. Seu sócio era o amigo Brian Acton. Ambos, ironicamente, não haviam passado numa entrevista de emprego no Facebook. Os dois acordaram que o futuro era o iPhone, como "uma extensão do que você é".
A mãe morreu de câncer em 2000. O pai já havia falecido. Em 1997, conheceu Acton no Yahoo, onde ficou uma década. Nos primeiros anos com Acton no WhatssApp, não ganharam um centavo. Koum pensou em desistir e arrumar um emprego. "Você seria um idiota de largar tudo agora", disse o sócio. "Dê mais alguns meses". Batata.
Um jornalista do El País visitou a companhia em 2012. Koum estava descalço e Acton calçava sandálias de tiras. Pouco se sabe da vida privada deles. São assumidamente tímidos e dão raras entrevistas.
A fachada da WhatssApp não tem logomarca — e, no que depender de Jan Koum, continuará assim. "Não vejo motivo para ter uma placa. Serve apenas para alimentar o ego", disse ele à Forbes. "Nós todos sabemos onde trabalhamos."
A íntegra.

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