terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Trânsito em BH: distâncias maiores, mais tempo, mais combustível, mais poluição

Na Avenida Augusto de Lima, agora, para pegar a Curitiba, à esquerda, perto do Mercado Central, veículos têm de desviar uma quarteirão antes, na Padre Belchior, à direita. Essa mudança aumenta o trajeto em dois quarteirões. Significa mais tempo e mais combustível gasto, mais poluição.
Todas as mudanças que vi até agora, nas obras de "mobilidade urbana" da prefeitura, são assim, aumentam trajetos -- consequentemente, tempo, combustível e poluição. Aparentemente, os "especialistas" da administração Lacerda não percebem isso.
Como não perceberam o viaduto na Lagoinha que não comportava dois ônibus e depois de pronto teve de ser refeito.
Como não perceberam que as obras nas avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado não resolveriam o problema do trânsito e, depois de prontas, quebraram tudo para fazer de novo.
Sem falar no novo viaduto na Avenida Pedro I, que já cedeu, ainda em obras...
O "novo" é o tal BRT, que me parece outro desperdício de dinheiro público. Tomara que dê certo, mas com esses precedentes é difícil acreditar.
Para melhorar os transporte coletivo em BH, uma cidade de avenidas largas, não é preciso quebrar tudo nem fazer tantos viadutos caros, muito menos aumentar o número de linhas e veículos nas ruas. Basta criar corredores em cada avenida, por onde passe uma única linha, com ônibus -- podem ser estes mesmos que estão aí -- de cinco em cinco minutos ou menos. Entre os corredores, ônibus menores fazendo a integração.
Mas isso não dá dinheiro para empreiteiras, empresas de ônibus e campanhas de políticos.

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