segunda-feira, 4 de março de 2013

A economia brasileira, segundo Delfim Netto

Gosto de ler artigos do Delfim Netto e lembrar que ele foi o ministro todo-poderoso da ditadura, votou pelo AI-5 e hoje está à esquerda da "grande" imprensa brasileira.

Da Carta Capital
O nosso diferencial 
Delfim Netto 
As formas de relacionamento dos sindicatos de trabalhadores com as empresas, especialmente no setor industrial que começa a dar sinais de reativação dos investimentos, terão influência decisiva na manutenção dos baixos índices de desemprego em 2013, entre nós. Enquanto algumas das mais afluentes economias do mundo fracassaram em 2012 na tentativa de criar (melhor seria dizer, recriar) vagas para reduzir o enorme contingente de 40 milhões de desempregados, com índices de até 25% da força de trabalho, o Brasil terminou o ano com uma taxa de 5,5% de desemprego. E a renda salarial em alta, o que nos colocou em uma situação absolutamente privilegiada diante do mundo. Esse foi o nosso diferencial mais importante, apesar do fraco crescimento do PIB.
A economia está crescendo menos, mas com distribuição um pouco melhor da renda e sem questões graves de emprego em praticamente todas as regiões do País. Há casos localizados, como a redução de vagas (mais de 30 mil postos de trabalho em 2012) em setores da indústria metalmecânica no ABC paulista, causa preocupação maior por serem postos especializados, com produtividade média muito superior à do restante da indústria metalúrgica no Brasil. Era, no entanto, um fenômeno previsível, igual a qualquer lugar do mundo onde o sindicato é muito forte, e as negociações são duras e se realizam em condições sempre difíceis.
A íntegra.

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