segunda-feira, 4 de março de 2013

Especulação imobiliária não respeita nem o Muro de Berlim

Como escreveu o historiador Eric Hobsbawm, "a destruição do passado -- ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas -- é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX". Só o lucro importa nesta civilização de eterno presente. Também chama atenção como em meio à crise econômica que deixa milhões sem emprego e sem assistência sobra dinheiro para empreendimentos de luxo. Por que será?

Do Opera Mundi. 
Após protestos, projeto de destruição do último trecho do Muro de Berlim é paralisado
Futuro do projeto imobiliário que previa destruição do muro será rediscutido em duas semanas 
Depois de quatro dias seguidos de protestos organizados pela população de Berlim, quando milhares de moradores saíram às ruas, as obras para destruir um trecho do histórico muro que separou a cidade durante a Guerra Fria foram paralisadas nesta segunda-feira (4/3/13).
O investidor Maik Uwe Hinkel, dono da sociedade Living Bauhaus, que pretendia levantar um condomínio de luxo às margens do rio Spree demolindo parte desse patrimônio histórico, disse que respeitará o pedido dos manifestantes. "Não preciso forçosamente abrir um buraco no muro", disse Hinkel ao jornal Bild. Ao jornal berlinense B.Z., ele afirmou que já tinha mandado "desmobilizar a grua" e prometeu, temporariamente, não destruir os outros trechos do muro.
A íntegra.

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