sexta-feira, 29 de março de 2013

Estatinas, efeitos colaterais e lucros

Como é possível tanta gente usar esse remédio e seu preço ser tão alto? Isso vai contra a regra do capital (aumento da produção, queda no preço unitário), mas confirma a informação de que a indústria farmacêutica multiplica por cinco o preço dos medicamentos para pagar indenizações em processos judiciais.
Este é só um dos aspectos -- e não o principal -- da medicina que funciona como um grande negócio. A questão principal é que o remédio é tóxico e combate o que não deve ser combatido.

Trecho do artigo:
O grande conto do colesterol
Por Eduardo Almeida, MD, PhD
"Calcula-se o custo do tratamento com estatinas, em doses habituais, entre US$ 900 e US$ 1.400 por ano. As estatinas já são a categoria de medicamento mais vendida no mundo (6,5%); significa um faturamento US$ 12,5 bilhões/ano (2004).
O uso de estatinas aumentou 156% entre 2000 e 2005. O número de usuários passou de 15,8 milhões para 29,7 milhões.
O gasto passou de 7,7 bilhões de US$ para 19,7 bilhões de US$, embora mais de 900 estudos tenham sido publicados mostrando a toxidade dessa droga e sua baixíssima eficácia.
No melhor resultado pró estatina até hoje publicado o "Woscop clinical trial", patrocinado pela indústria farmacêutica, a redução do LDL significou uma redução da taxa de mortalidade em 5 anos de 0,6%, ou seja, 165 pessoas saudáveis deveriam ser tratadas por cinco anos para se estender a vida de apenas uma pessoa por outros 5 anos.
O custo dessa vida seria por volta de US$ 1,2 milhões. Num cálculo otimista, o custo para salvar um ano de vida de uma pessoa com DC seria de cerca de US$ 10 mil.
Em suma, a estatina, pelo seu potencial tóxico e pela sua baixa eficácia, é talvez uma das drogas mais non sense do arsenal terapêutico da medicina atual. Ao invés de ser deixada de lado pelos médicos, tornou-se a droga mais vendida e a categoria farmacêutica de maior faturamento.
Como se pode notar há algo de muito errado com essa medicina.
A insistência na tese lipídica ao longo de mais de 60 anos não conseguiu convencer os estudiosos éticos da alimentação humana. A medicina centrada na doença que pouco sabe sobre a alimentação e sobre os grandes processos que mantêm a vida no organismo, tornou-se uma presa fácil do public relation da indústria farmacêutica.
Estamos diante de um grande "conto do vigário" que repetido a exaustão ilude o ouvinte e passa a ser real. O colesterol deixa de ser a substância estratégica para o funcionamento do organimo e passa a ser o grande vilão do adoecimento humano.
Você acredita nesse conto?" 

Efeitos colaterais das estatinas:
"Dentre os efeitos colaterais menos freqüentes temos: risco aumentado de câncer; supressão do sistema imune; pancreatite, disfunção hepática, rabidomiólise (destruição do músculo estriado) (American J. Cardiovascular Drugs, 2008;8(6):373-418).
Poderíamos classificar, em termos didáticos, os efeitos colaterais de acordo com a substância bloqueada pela estatina, mas geralmente os efeitos tóxicos envolvem vários mecanismos.
Baixa de esteróides: perda da libido, disfunção erétil, osteoporose, perda de cabelo;
Inibição glial: amnésia focal e global, confusão mental, desorientação, senilidade;
Baixa da coenz Q10;
Baixa produção de energia: fadiga crônica, insuficiência cardíaca, retenção de liquidos, dispnéia;
Perda da integridade de membrana: hepatite, pancreatite, miopatia, neuropatia, rabidomiólise;
Excessiva oxidação: danos mitocondrial, mitocondriopatia adquirida, neuropatia permanente, miopatia permanente, neurodegeneração;
Baixa de dolicol:
Disfunção de neuropeptídeos: agressividade, hostilidade, irritabilidade, comportamento homicida, depressão, suicídio;
Alteração da síntese de glicoproteinas;
Disfunção em vários processos celulares: identificação alterada da célula, alteração da mensagem celular, defesa imune alterada;
Bloqueio da selenoproteina: neuropatia, deficit cognitivo."
A íntegra.

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