quinta-feira, 21 de março de 2013

As obras do metrô de Belo Horizonte

Os governos Anastasia-Aécio e Lacerda são incompetentes e jogam dinheiro público fora, basta pensar em duas obras: 1) o Centro Administrativo, obra faraônica e desnecessária, cuja justificativa era diminuir as despesas do Estado com administração, mas em vez disso as fez aumentar e ainda aumentou a dívida do Estado; foi feito a toque de caixa para o Aécio inaugurar, sem que se resolvesse antes o problema do transporte para milhares de funcionários e cidadãos que passaram a se deslocar para o lugar; 2) o BRT, que começou quebrando o que estava recém-inaugurado, os corredores das avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado, e que agora vai a passo de tartaruga e já não é mais "a solução", que, na véspera da eleição de 2012, passou a ser o metrô.
Mas também a obra bilionária do metrô não vai resolver o problema que precisa ser resolvido, vai ficar na linha que aparece mais, a da Savassi -- que por sinal acabou de ser (pessimamente) reformada e terá de ser destruída novamente para abrigar estação do metrô.
Enfim, o objetivo não é resolver o problema do transporte coletivo, que nem precisa de metrô ou BRT, basta um eficiente sistema de corredores de ônibus integrados, com poucas linhas e muitos veículos, um atrás do outro, com distância de cinco minutos, nas principais avenidas. O modelo belo-horizontino é tão absurdo que a linha Circular 1, que percorre a Avenida do Contorno e integra toda a cidade, só tem ônibus de vinte em vinte minutos! Ao mesmo tempo, várias outras linhas entopem o trânsito na Contorno.
Mas implantar um sistema racional e eficiente prejudicaria os interesses das empresas de ônibus, que querem mais e mais linhas para andar vazias, fazendo os mesmos percursos, e cobrando caríssimo (como a nova linha com ar  condicionado, que congestiona ainda mais o trânsito e não leva passageiro nenhum).
O objetivo das obras é dar dinheiro público para empresários e financiar campanhas dos políticos.  
O Portal Minas Livre faz jornalismo tímido, mas está avançando e pelo menos critica Aécio-Anastasia e Lacerda, os queridinhos da imprensa mineira.   

Do Portal Minas Livres.
Metrô pode frustrar população
Do Portal Minas Livre
Por Thaíne Belissa 
Sindicato dos metroviários de Minas critica governo por priorizar linha para a Savassi e pede investimento no Barreiro
Ao fazerem buracos pela cidade e anunciarem uma obra de R$3 bilhões para o metrô, os governos de Minas Gerais e de Belo Horizonte dão esperança à população que, hoje, quase se esbofetea para conseguir entrar nos trens. Mas tanta propaganda pode acabar em frustração, segundo analisa o vice-presidente do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro), Romeu José Machado Neto. Para ele, o dinheiro arrecadado não será suficiente para terminar as três novas linhas prometidas, deixando a cidade com mais obras pela metade. "Eles vão começar todas e não vão terminar nenhuma. Na verdade, só vão conseguir modernizar a linha que já existe hoje", diz.
A principal crítica do Sindimetro é o investimento na linha 3, que fará o trecho Lagoinha-Savassi. Segundo Romeu, essa linha vai abocanhar boa parte da verba, sendo que não é prioridade para a cidade, uma vez que os principais usuários do metrô estão em outros pontos. O vice-presidente explica que se toda a verba levantada fosse investida na modernização da linha 1, que é a atual em funcionamento, e na construção da linha 2, que vai até o Barreiro, seria possível terminar as obras e já entregar linhas prontas à população. Focando o investimento nesses trechos, ele acredita que seria possível, inclusive, ampliar a linha do Barreiro, levando-a até as regiões dos hospitais, ao invés de só até o Calafate, como é o atual plano.
"Se eles investissem na conclusão total da linha 2 e, posteriormente, fizessem o projeto para a linha 3 seria muito mais viável e o dinheiro seria melhor aplicado", defende. Outro motivo levantado por Romeu para que a linha 2 seja priorizada é o fato de que boa parte das obras já foram iniciadas. Segundo ele, o local passou por desapropriações e já tem os esqueletos das futuras estações. "Só com a modernização da linha 1 e conclusão da linha 2 passaríamos de 200 mil para 600 mil usuários atendidos pelo metrô", afirma.
A íntegra.

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