terça-feira, 20 de novembro de 2012

A falácia da meritocracia

Do Diário do Centro do Mundo.
Por que a meritocracia é uma ilusão no Brasil 
Paulo Nogueira
Michael Gove, ministro da Educação do Reino Unido, é um conservador. Faz parte do gabinete do premiê David Cameron. Não há nele, portanto, nenhum resquício do que o PIB, o Perfeito Idiota Brasileiro, classificaria de esquerdismo.
Considere, diante disso, o que Gove disse a respeito da mobilidade social entre os britânicos.
Gove colocou o foco na educação. Apenas 7% dos britânicos são educados em escolas privadas. São os filhos das famílias ricas, é claro.
O que acontece, então? Os alunos saídos das escolas particulares têm, na vida adulta, imensa vantagem sobre os demais.
"Mais do que em quase todo país desenvolvido, na Inglaterra o berço dita o progresso da pessoa", disse Gove. "Aqueles que nasceram pobres provavelmente permanecerão pobres e aqueles que herdaram privilégios provavelmente transmitirão os privilégios a seus filhos. Para aqueles de nós que acreditam em justiça social, esta estratificação e esta segregação são moralmente indefensáveis."
Justiça social?
Nosso PIB tremeria diante dessa expressão de comunistas ateus que comem criancinhas e amordaçam a "imprensa crítica", para usar a nova e engraçada expressão usada pela Folha de S. Paulo. E correria para ler o que Reinaldo Azevedo diz sobre "justiça social", para se sentir protegido e reassegurado em suas convicções.
A íntegra.

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