domingo, 18 de novembro de 2012

A lógica privada na saúde

Além de bonita (por que as políticas gaúchas são tão bonitas?), a vereadora do PSOL (reeleita) sabe escrever. Sempre me surpreendo com a lucidez independente dos políticos gaúchos, nos mais diversos partidos. Em Belo Horizonte, raramento encontramos um vereador ou deputado com capacidade de análise, em geral estão fazendo o jogo de algum lobby ou servindo fielmente ao governador ou prefeito da hora.

Do Sul 21.
Intransigência faz mal à saúde
Fernanda Melchionna
Uma das principais preocupações dos gaúchos é o acesso à Saúde Pública. E não é para menos. Apesar do amplo movimento realizado pelos profissionais da saúde durante a década de 80, que culminou na formação do Sistema Único de Saúde, com princípios louváveis como a integralidade, a universalidade e a equidade, ou seja, tratar a saúde como direto de todos, os governos que se sucederam sempre retiraram recursos da pasta, para priorizar a lógica privada de saúde.
Para se ter uma idéia, enquanto o governo federal destinou 43,5% do Orçamento da União para pagar a "dívida pública", ou seja, os banqueiros, especuladores e grandes capitalistas brasileiros, menos de 4% foram empregados para a saúde pública, que atende 85% da população brasileira.
Enquanto isso, a população espera meses por consultas especializadas e anos em alguns casos de cirurgia. Recentes notícias mostraram que entre o diagnóstico de câncer e o início do tratamento pode-se chegar a 8 meses, uma doença que todos sabemos, deve ter tratamento imediato. Isso sem contar, espera nas filas das emergências. Em Porto Alegre, de 1993 para cá diminuiu em 40% a oferta de leitos, enquanto a população aumentou em 14%.
A íntegra.

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