quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Multinacional Vale quer destruir e exportar parque nacional em Minas

Depois que foi privatizada, a Vale abandonou os compromissos que tinha com o Brasil e os brasileiros. Segue só a lógica do capital: dar o maior lucro possível para seus acionistas, o que significa explorar todas as jazidas de minério disponíveis e exportá-las baratinho, destruindo o meio ambiente, seja em Minas Gerais, seja em Carajás ou em qualquer parte. Como qualquer mineração. É a história de Minas Gerais, é a história do Brasil. Os lucros são privados, os prejuízos socializados. As riquezas vão para os países ricos, a destruição ambiental fica aqui. A Serra do Gandarela é a própria paisagem central mineira: abrange os municípios de Caeté, Santa Barbara, Barão de Cocais, Rio Acima, Itabirito e Raposos, e faz parte da Reserva da Biosfera do Espinhaço. Será transformada em buracos para dar lucro aos acionistas da Vale. É o que se chama progresso. Para as próximas gerações de brasileiros restarão desertos e problemas, sem os tais recursos minerais, sem matas, sem nascentes e rios, sem bichos, sem nada. Conciliar desenvolvimento e conservação é possível, o que não é possível é conciliar os interesses coletivos com os interesses mesquinhos e imediatistas do capital. Um forte e amplo movimento se organizou publicamente, à luz do dia, para criar um Parque Nacional e impedir a destruição da Serra do Gandarela, mas a influência da multinacional nos governos mineiro e federal é mais forte do que a vontade da população e dos eleitores que elegem os governantes. Como disse o ex-presidente Lula: "Quem nos elege são os pobres, mas quem tem acesso aos gabinetes são os ricos".

Do Águas do Gandarela.org.
COMUNICADO  
Parque Nacional da Serra do Gandarela ameaçado
Comunicamos que a Vale S.A. pediu Licença de Operação de Pesquisa Mineral (LOP) para fazer 227 praças de sondagem geotécnica e 26,20 quilômetros de acessos complementares para seu empreendimento na Serra do Gandarela, incluindo as barragens de rejeito na bacia do Ribeirão da Prata (águas Classe 1).
Denunciamos como muito grave esta tentativa da Vale S.A. de iniciar o projeto Mina Apolo na Serra do Gandarela, à revelia do processo de criação do Parque Nacional e da relevância ambiental para Belo Horizonte e sua região metropolitana, especialmente no que se refere à produção de água e biodiversidade.
Mais grave ainda é que parte das sondagens (e seus inúmeros impactos) estão dentro dos limites propostos para o Parque Nacional da Serra do Gandarela.
A íntegra.

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