quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Para onde vai o dinheiro público

A história dessa fábrica é exemplar. Dessas que a "grande" imprensa não publica. Lúcio Flávio é um jornalista processado por contá-las. É sempre a mesma coisa: o capital internacional recebe incentivos e empréstimos subsidiados, sob a justificativa de que vai gerar empregos e criar o "progresso". Lucra muito, exporta e manda o dinheiro para o exterior. Demite, fecha, destrói o ambiente, chantageia o governo, corrompe políticos. Sempre impunemente. E comumente ainda é premiado.

Da Adital.
Jari: fábrica de celulose deixa de produzir. E daí?
Lúcio Flávio Pinto
O grupo Orsa, de São Paulo, anunciou na semana passada, em São Paulo, a intenção de interromper por quase um ano, a partir de janeiro [2013], as atividades da sua fábrica de celulose instalada em Monte Dourado, no Pará. A paralisação duraria 10 meses. Nesse período a fábrica, especializada em celulose de fibra curta, seria substituída por outra unidade para passar a produzir celulose solúvel, em outubro de 2013. Todos os funcionários atualmente contratados, cujo total varia entre cinco mil e seis mil, seriam demitidos. Nas suas novas operações, a fábrica irá utilizar um contingente muito menor de empregados.
Dirigentes sindicais e alguns políticos do Pará e do Amapá, onde a Jari se instalou, começaram a pressionar para tentar garantir os atuais empregos. O principal alvo das gestões é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES, que concedeu 145,4 milhões de reais à Jari Celulose, para a modernização da unidade industrial de Monte Dourado, localizada no município paraense de Almeirim, e ao plantio de até 33,7 mil de hectares de florestas de eucalipto no período de 2006 a 2008. O dinheiro do BNDES corresponde a 70% do custo total do empreendimento, de R$ 207 milhões. Esse visou a manutenção da competitividade internacional da empresa, a partir da redução de custo de produção proporcionada pelos investimentos industriais e do aumento da rentabilidade dos seus ativos florestais.
O Pará, o Amapá e a Amazônia, como ficam nesse novo enredo? Apesar do grande impacto que a decisão representa, a opinião pública local recebeu com espantoso silêncio a informação.
A íntegra.

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