sexta-feira, 29 de junho de 2012

Dilma assume presidência do Mercosul

Protestos populares de hoje mobilizaram 25 mil paraguaios. As reações da direita paraguaia ao Mercosul já começaram. Curioso é existir uma "União Industrial do Paraguai (UIP)". O Paraguai é conhecido pela recusa das suas elites em industrializar o país, apesar da farta energia de Itaipu. Elas temem a formação de um proletariado industrial, temem transformações na estrutura social do país, preferem manter tudo como está. Ou como estava, até Lugo ser eleito. O golpe foi para voltar tudo ao que era antes, como nos tempos da ditadura Stroessner e nos governos "democráticos" posteriores, que não mudaram nada.

Da Agência Brasil.
Dilma assume presidência do Mercosul e promete esforços para eleições democráticas no Paraguai 
Stênio Ribeiro
Brasília – A presidenta Dilma Rousseff assumiu hoje (29/6/12) a presidência pro tempore do Mercosul durante a reunião de cúpula do bloco em Mendoza, na Argentina. Ela convocou os países do Mercosul a um esforço integrado para que o Paraguai tenha eleições "democráticas, livres e justas", em abril do ano que vem.
Em discurso na Cúpula Extraordinária de Chefes de Estado da Unasul, Dilma lembrou a existência de "compromisso democrático fundamental" na constituição do Mercosul, que prima pelo respeito aos princípios do direito de defesa, rejeita ritos sumários e zela para assegurar a manifestação dos legítimos interesses dos povos.
Ela ressaltou que está consciente dos desafios e oportunidades na liderança do Mercosul. "Devemos nos integrar cada vez mais para enfrentar a crise econômica que atinge os países desenvolvidos", em especial os da zona do euro, ampliando "o que há de melhor em nosso modelo de crescimento, que é a distribuição de renda, a inclusão social e o crescimento de nossas economias de maneira sustentável", acrescentou.
De acordo com Dilma, é preciso fazer da integração das economias do Cone Sul "um fator relevante de aprimoramento das condições de vida" dos povos da região, que é uma das áreas menos afetadas pela crise financeira internacional. Destacou, porém, que "a América Latina não é e não será apenas fornecedora de alimentos, de minérios e de energia".
A íntegra.

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