quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pão de Açúcar compra arroz orgânico do MST

Sinal dos tempos. O maior do País no setor de varejo, fundado em 1948, o Pão de Açúcar (Extra, Ponto Frio, Casas Bahia) pertence à família Diniz, mas nesta sexta, 22/6/12, está passando às mãos do grupo francês Casino, que entrou na sociedade em 1999. O presidente Abílio Diniz, um dos mais influentes empresários brasileiros, continuará na empresa, mas minoritário e sem poder. Sinal dos tempos também.

Do Repórter Brasil.
Pão de Açúcar anuncia compra de 15 toneladas de arroz do MST  
Por Daniel Santini
O grupo Pão de Açúcar, principal rede varejista do Brasil, anunciou na tarde desta terça-feira, 19, a compra de 15 toneladas de arroz orgânico produzido pela Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita, ligada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. A transação foi divulgada durante o debate "Segurança e Soberania Alimentar", evento que faz parte das atividades da Cúpula dos Povos, da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A venda foi apresentada como a maior transação comercial do movimento de camponeses com um mercado feita com o apoio do programa Brasil Sem Miséria, que intermediou a negociação.
"Parece contraditório, mas sentimos a necessidade de expor e divulgar mais sobre o movimento para a classe média, mostrar que nossa produção é social e ambientalmente sustentável", afirmou Milton Formazieri, da coordenação nacional do MST. O arroz produzido sem veneno no Rio Grande do Sul será encaminhado às lojas da rede no Centro-Oeste. Na embalagens haverá símbolos do MST. O movimento espera até o final do ano manter transações semanais de 10 toneladas.
O Pão de Açúcar diz ter interesse em manter negócios com cooperativas de camponeses ligados ao movimento. "Nossa intenção é ampliar ainda mais estas negociações. Temos a preocupação de pensar na questão ambiental e também na social", afirmou Paulo Pompilio, das Relações Institucionais, que diz que o grupo tem inteção de ampliar as negociações com movimentos sociais e valorizar a produção sem agrotóxicos ou defensivos.
A íntegra.

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