segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mais agrotóxicos e mais transgênicos no lucro do agronegócio brasileiro

Estamos comendo alimentos envenenados, segundo a matéria do Valor Econômico, jornal pertencente à Folha e ao Globo. Os números são dos próprios fabricantes de agrotóxicos. Agrotóxicos aumentam lucros dos produtores e enriquecem as multinacionais que os fabricam, mas fazem mal à saúde e ao meio ambiente. Como sempre, o lucro prevalece.
Banqueiros e fabricantes de agrotóxicos e sementes: nunca tão poucos ganharam tanto.

Do Valor Econômico.
Perigo: uso de agrotóxicos no Brasil é cada vez mais intenso
Por Gerson Freitas Jr.
Os produtores rurais brasileiros estão usando mais defensivos em suas lavouras. Apesar do expressivo crescimento da área cultivada com sementes transgênicas, tecnologia que promete reduzir o uso de químicos na produção agrícola, as vendas desses produtos aumentaram mais de 72% entre 2006 e 2012 -- de 480,1 mil para 826,7 mil toneladas --, segundo dados do Sindag, sindicato que representa fabricantes de defensivos no país.
No mesmo período, a área cultivada com grãos, fibras, café e cana-de-açúcar cresceu menos de 19%, de 68,8 milhões para 81,7 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Isso significa que o consumo médio de agrotóxicos, que era pouco superior a 7 quilos por hectare, em 2005, passou a 10,1 quilos em 2011 -- um aumento de 43,2%.
Entre as principais classes de produtos, as vendas de fungicidas foram as que mais cresceram. Entre 2006 e 2011, o uso anual do produto destinado a combater doenças como a ferrugem da soja mais que triplicou, de 56 mil para 174 mil toneladas. As vendas de inseticidas avançaram quase 84%, de 93,1 mil para 170,9 mil toneladas. Já as entregas de herbicidas, químico usado no combate a ervas daninhas, alcançaram 403,6 mil toneladas -- um aumento de 44% em relação às 279,2 mil toneladas registradas em 2006.
As vendas de defensivos movimentaram quase US$ 8,5 bilhões no Brasil em 2011 -- o dobro do apurado em 2005. Trata-se do segundo maior mercado do mundo, em valores, atrás apenas dos Estados Unidos. Mas o primeiro em consumo de volume de agrotóxicos.
A íntegra.

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