terça-feira, 31 de julho de 2012

Zero de publicidade oficial para a "grande" imprensa

O presidente do Equador tem coragem de dar o exemplo. Agora está na moda a "grande" imprensa brasileira dizer que o governo federal sustenta "blogs sujos" e que eles são "chapa branca". Na verdade são muito mais independentes do que a "grande" imprensa, mas a questão não é esta. A questão é que a publicidade oficial sustenta e sempre sustentou a "grande" imprensa. Essas empresas que defendem o "mercado", que acham um absurdo o Estado intervir na economia e dar dinheiro para "vagabundos", que é como se referem aos pobres e miseráveis, dependem da propaganda oficial para sobreviver. Dessa publicidade, desse dinheiro que enche seus bolsos, os veículos da "grande" imprensa não reclamam. Verba zero talvez seja exagero, mas a verba de publicidade dos governos deve ser mínima, democraticamente distribuída e, principalmente, usada só quando se justificar, o que elimina 90% da propaganda governamental. Campanha de vacinação, utilidade pública, informação útil, coisas assim, tudo bem, mas propaganda do governo "eu fiz isso, eu fiz aquilo, eu sou o melhor, ninguém nunca fez tanto" é um absurdo que nossa cultura conformista ainda aceita.

Do Barão de Itararé. 
Equador quer suspender publicidade oficial para a grande mídia
No que depender do presidente equatoriano, Rafael Correa, os grandes jornais, revistas e canais de rádio e televisão do país já não poderão contar com as receitas da publicidade oficial para financiar sua programação. No último sábado (28), o mandatário anunciou que deixará de contratar anúncios pagos nos meios de comunicação comerciais.
"Não temos por que, com o dinheiro dos equatorianos, beneficiar o negócio de seis famílias do país", constatou o presidente, recomendando ao secretário de Comunicação, Fernando Alvarado, que retirasse imediatamente a grande mídia equatoriana da carta publicitária das empresas e instituições governamentais. "Daqui pra frente, zero publicidade oficial aos meios mercantilistas, para ver se fazem comunicação por vocação ou por negócio."
A íntegra.

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