sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Em SP, educação é caso de polícia

PM no campus da USP, PM em parque para prender adolescentes que matam aula. São os coronéis tucanos no poder.

Do Envolverde.
Os coronéis no poder e as crianças presas
por Helena Singer*
Na última sexta, força-tarefa formada por cerca de 30 funcionários da Prefeitura de São Paulo, policiais militares, guardas-civis e conselheiros tutelares fechou as saídas de dois parques do Itaim Paulista, extremo leste da capital, atrás de alunos que matavam aulas. Os locais foram bloqueados por cerca de uma hora, até que as crianças, adolescentes e jovens fossem abordados, revistados e tivessem seus dados anotados. Nos dois locais, mais de 120 pessoas entre 9 e 28 anos foram abordadas e enfileiradas com mãos para trás. Algumas conseguiram fugir. Como resultado, 23 meninas e quatro meninos foram colocados em carros, levados para as escolas onde estudam e entregues à direção para que os pais fossem chamados. Outros 25 meninos foram liberados, por alegada "falta de espaço nos carros". Dois jovens, um menor de idade e outro maior, foram levados à delegacia, supostamente por porte de maconha. A ação contou com a articulação da Subprefeitura do Itaim Paulista. Esta subprefeitura, assim como a grande maioria delas na cidade hoje, é comandada por uma dupla de coronéis. Além de serem entregues a coronéis, na atual gestão municipal, as subprefeituras tiveram seus orçamentos drasticamente reduzidos e foram esvaziadas de qualquer função ligada à descentralização do poder das Secretarias, reduzindo sua atuação a "manter a ordem" de ruas e praças, podando árvores, mantendo o asfalto e também reprimindo moradores de rua, consumidores de drogas e "cabuladores de aula".
A íntegra.

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