quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Os impactos do pré-sal na poluição e aquecimento do planeta

Do Greenpeace.
Sinais de fumaça do pré-sal
Cerca de 200 países estão reunidos neste momento na África do Sul para decidir o futuro climático no planeta e tentar reverter a catástrofe que se apresenta. Enquanto duram as negociações na COP-17, o Brasil mantém o terceiro lugar no ranking dos países que mais emitem gases do efeito estufa. Mas esse cenário ainda pode piorar. O governo brasileiro tem como uma de suas principais bandeiras a descoberta do petróleo em camadas profundas do oceano – o pré-sal, e pretende investir pesadamente nesse combustível sujo, que será um dos responsáveis pelo aumento de 197% nas emissões de CO2 na atmosfera até 2020. Com base em dados de setembro de 2010 a agosto de 2011 sobre a produção dos mais de 9 mil poços atualmente em operação no país – em terra ou no mar –, um estudo recente realizado pelo Greenpeace mostrou a real dimensão da indústria petrolífera no Brasil, e a sua contribuição para a instabilidade do clima planetário. O relatório demonstra que, neste mesmo período, o petróleo foi responsável pela emissão de 321,5 milhões de toneladas de CO2 – aqui ou nos países para onde o óleo foi exportado e refinado. A caráter ilustrativo, isso equivale a 5,7 bilhões de viagens de avião entre Rio de Janeiro e São Paulo. Essas emissões consolidarão o Brasil na incômoda posição de estar entre os três maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo. O impacto do investimento em energia suja é alto. Subtraindo a parcela exportada, a queima do petróleo no Brasil foi responsável por 282,6 milhões de toneladas de CO2 equivalente – aproximadamente 12% do total de gases que o país emite por ano, algo na casa dos 2,4 bilhões de toneladas.

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