quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O novo planeta habitável

Uma notícia assim, existência de um planeta (pode haver muitos outros) capaz de abrigar vida semelhante à humana, mexe com a cabeça da gente. Tanto pode ter "extraterrestres" -- a ideia de que "não estamos sozinhos" -- quanto humanos poderão viver lá, um dia, quando e se desenvolvermos tecnologia capaz de fazer a viagem de 600 anos luz em tempo suficiente para sobrevivermos. A Nasa é uma dessas coisas que expõem de forma concentrada as contradições do capitalismo. Ela consome tanto dinheiro que poderia eliminar os problemas de sobrevivência de milhões de seres humanos que, na era das pesquisas estelares, vivem como (ou pior do que) nos tempos das cavernas. O que a humanidade, que não consegue ter uma vida social decente neste planeta e o destrói freneticamente, quer de outros planetas? Destruí-los também? Exportar nossa sociedade degenerada? Fazer com as possíveis populações extraterrestres o que os europeus fizeram com os indígenas da América ou com os africanos? Na verdade, não se trata da humanidade como um todo, mas de uma nação, os EUA, que desenvolvem este programa espacial. (A imagem é do saite da Nasa.)

Da BBC Brasil.
Nasa descobre planeta que pode ser habitável
Astrônomos da Nasa (agência espacial americana) confirmaram nesta segunda-feira a existência de um planeta com características similares às da Terra, em uma "zona habitável", girando em torno de uma estrela ainda desconhecida. O Kepler 22-b tem 2,4 vezes o tamanho da Terra e está situado a 600 anos luz de distância. A temperatura média da superfície é de 22º C. Ainda não se sabe a composição do Kepler 22-b, se é feito de rochas, gás ou líquido. O planeta já é chamado de "Terra 2.0" pelos cientistas da Nasa. Durante a coletiva de imprensa, em Moffet Field, na Califórnia, a astrônoma Natalie Batalha disse que os cientistas ainda investigam a possibilidade de existência de mais 1.094 planetas, alguns deles em zonas "habitáveis". A descoberta do novo planeta foi feita a partir das imagens do telescópio espacial Kepler, projetado para observar uma faixa fixa do céu noturno que compreende até 150 mil estrelas. O telescópio é sensível o suficiente para ver quando um planeta passa na frente da estrela em torno da qual gira, escurecendo parte da luz da estrela. As sombras são então investigadas a partir da imagem de outros telescópios até que a Nasa confirme se tratam-se ou não de novos planetas. O Kepler 22-b foi um dos 54 casos apontados pela Nasa em fevereiro e o primeiro a ser formalmente identificado como um planeta. Outros planetas habitáveis podem ser anunciados no futuro, já que há outros locais com características potencialmente similares à da Terra. A distância que separa o Kleper 22-b da estrela ao redor da qual gira é 15% menor que aquela entre a Terra e o Sol. Apesar de estar mais próximo da estrela, esta emite cerca de 25% menos luz em comparação ao sol, o que permite ao Kleper 22-b manter sua temperatura em um patamar compatível à existência de água líquida, ainda não confirmada. O Kepler 22-b tem um raio 2,4 vezes maior que o da terra. Uma outra equipe de cientistas do Seti (busca por inteligência artificial, na sigla em inglês) agora procura indícios de vida no planeta, como confirmou o diretor do instituto, Jill Tarter. "Assim que encontremos algo diferente, separado, um exemplo independente de vida em outro lugar, vamos saber que isso (vida) é onipresente no universo", disse Tarter.

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