sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Os 6 a 1 e os interesses misturados

Sou daqueles que acreditam na boa fé e nas fraquezas das pessoas, mais do que em grandes defeitos. Por isso acho que o Atlético entrou em campo de salto alto, relaxado, e levou uma sapatada pra ficar na história e nos fazer lembrar, a nós, atleticanos, qual é o nosso lugar hoje, no futebol brasileiro e nacional: esse time, como os anteriores, é medíocre, o clube virou freguês do Cruzeiro, perdeu a garra e o amor à camisa que o caracterizavam e muita água ainda vai passar debaixo da ponte antes que voltemos a lutar por títulos e não contra o rebaixamento. Depois de uma admiração inicial, há muito tempo deixei de considerar Réver um zagueiro de primeira, no qual se pode confiar. O goleiro Renan também me deu esperança enganosa de ser um grande goleiro -- é apenas mediano, muito irregular, e não faz diferença, como fazem os grandes goleiros de todos os times que ganham títulos. De qualquer forma, é no mínimo estranho que dois rivais tenham o mesmo patrocinador e que este seja também dono dos direitos comerciais de jogadores -- os jogadores mais "relaxados" no jogo de domingo passado foram talvez exatamente estes. São muitos interesses misturados. E o destemperado Kalil ainda age como torcedor, reforça a dúvida sobre a venda do jogo e cancela pagamento do bicho... Nós, atleticanos, não merecemos isso.

Da ESPN.
Alexandre Kalil quer que Ministério Público investigue o clássico
A goleada sofrida pelo Atlético-MG por 6 a 1 para o arquirrival Cruzeiro continua rendendo assunto em Belo Horizonte. Preocupado com a repercussão do clássico nas redes sociais, o presidente Alexandre Kalil afirmou que vai pedir ao Ministério Público que investigue o jogo. "O Ministério Público, em vez de ficar proibindo tambor e bandeira, que tome atitude, que investigue a venda do jogo, que vá fundo, que quebre sigilo telefônico de presidente de clube, de presidente de banco, de jogador, de treinador, do diabo a quatro, e descubra o que aconteceu. O Atlético está aberto. Tem que investigar, porque é uma coisa que não pára na rede social", declarou Kalil em entrevista à Rádio Itatiaia. O mandatário atleticano frisou que acredita que não houve nada de errado no clássico, mas que se ficar provado que existiu entrega do resultado, que os culpados têm que ir para a cadeia. "Quem fez isso tem de ir para a cadeia, tem que mudar para outro planeta, porque, onde ele estiver, o atleticano vai querer pegar ele", disse. Com o revés no jogo contra o Cruzeiro, Alexandre Kalil cancelou uma premiação de R$ 1 milhão que seria paga aos jogadores por terem livrado o time do rebaixamento. O dirigente declarou que os atletas não passariam férias com os bolsos cheios depois do vexame dado na última rodada do Brasileiro. Para completar, o Atlético-MG ainda admitiu que o salário do mês de novembro ainda não foi pago, mas que será quitado nos próximos dias.
A íntegra.

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