sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Cotista é bom aluno

Esta é uma daquelas notícias que derrubam, com fatos, enxurradas de notícias e "análises" preconceituosas. Em geral, não são divulgadas ou ficam escondidas.
A regulamentação da lei das cotas pretende mudar uma inversão de valores no País que favorece a injustiça social: estudantes de escolas privadas, as melhores, entram nas universidades públicas, as melhores, porque, obviamente, tiveram melhor formação e passam no vestibular, enquanto estudantes de escolas públicas, piores, têm de pagar faculdades particulares, piores e caras.
O razoável seria que só entrasse em universidades públicas quem tivesse estudado em escolas públicas, mas o governo, conciliando, divide meio a meio.
A direita, que quer manter as universidades públicas como guetos para os filhos dos ricos, alardeia -- mentirosamente, como se vê -- que as cotas provocam queda na qualidade das universidades públicas, quando a consequência na verdade é outra: as cotas levam à melhoria da qualidade do ensino médio e fundamental público.

Do blog Amigos do Presidente Lula.
Desempenho de cotistas fica acima da média
Estudos realizados pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pela Universidade de Campinas (Unicamp) mostraram que o desempenho médio dos alunos que entraram na faculdade graças ao sistema de cotas é superior ao resultado alcançado pelos demais estudantes.
O primeiro levantamento sobre o tema, feito na Uerj em 2003, indicou que 49% dos cotistas foram aprovados em todas as disciplinas no primeiro semestre do ano, contra 47% dos estudantes que ingressaram pelo sistema regular.
No início de 2010, a universidade divulgou novo estudo, que constatou que, desde que foram instituídas as cotas, o índice de reprovações e a taxa de evasão totais permaneceram menores entre os beneficiados por políticas afirmativas.
A Unicamp, ao avaliar o desempenho dos alunos no ano de 2005, constatou que a média dos cotistas foi melhor que a dos demais colegas em 31 dos 56 cursos. Entre os cursos que os cotistas se destacaram estava o de Medicina, um dos mais concorridos -- a média dos que vieram de escola pública ficou em 7,9; a dos demais foi de 7,6.
A íntegra.

Da Agência Brasil.
Lei de Cotas é estímulo para alunos estudarem mais, diz Mercadante 
por Heloisa Cristaldo
Universidades e institutos federais devem destinar 50% das vagas em universidades e institutos federais para estudantes que frequentaram todo o ensino médio em escolas públicas. A Lei de Cotas, regulamentada pelo Decreto nº 7.824 publicadona segunda-feira (15/10) no Diário Oficial da União, prevê também critérios complementares de renda familiar e raciais para a distribuição das vagas.
"O que o governo pretende com a lei que foi aprovada pelo Congresso Nacional é que, nos próximos quatro anos, metade das vagas de todos os cursos de todas as universidades federais estejam asseguradas para alunos das escolas públicas. O que nós pretendemos é dar oportunidade para esses jovens, dar estímulo para que eles estudem cada vez mais, é que a gente melhore a qualidade do ensino médio", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em coletiva concedida hoje (15) à imprensa para explicar a regulamentação da lei.
A íntegra.

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