sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A reação contra o STF golpista

Está tomando corpo. O novo papel político que o STF assumiu precisa ser combatido. Seu presidente, Ayres Brito, desqualificou o Legislativo, numa manifestação que afronta o Art. 1º Parágrafo único da Constituição -- que diz que o poder emana do povo e exercido por seus representantes ou diretamente -- e expressa um novo tipo de golpe de direita, no qual a "grande" imprensa "apura" os crimes e indica ao Judiciário o que fazer, recompensando juízes com capas elogiosas ou perseguindo-os. Nesse modelo, os representantes eleitos do povo nos poderes Executivo e Legislativo se subordinam àqueles que não foram eleitos -- Judiciário e imprensa, o "quarto poder". O STF, assim como a velha imprensa (veja, Globo e Folha à frente), agora faz política.

Da Agência Carta Maior. 
"Divulguem a teoria política do Supremo" 
Wanderley Guilherme dos Santos
Diante de um Legislativo pusilânime, Odoricos Paraguassú sem voto revelam em dialeto de péssimo gosto e falsa cultura a raiva com que se vingam, intérpretes dos que pensam como eles, das sucessivas derrotas democráticas e do sucesso inaugural dos governos enraizados nas populações pobres ou solidárias destes. Usando de dogmática impune, celebram a recém descoberta da integridade de notório negocista, confesso sequestrador de recursos destinados a seu partido, avaliam as coalizões eleitorais ou parlamentares como operações de Fernandinhos Beira-mar, assemelhadas às de outros traficantes e assassinos e suas quadrilhas.
Os quase quarenta milhões de brasileiros arrancados à miséria são, segundo estes analfabetos funcionais em doutrina democrática, filhos da podridão, rebentos do submundo contaminado pelo vírus da tolerância doutrinária e pela insolência de submeter interesses partidariamente sectários ao serviço maior do bem público. Bastardos igualmente os universitários do Pró-Uni, aqueles que pela primeira vez se beneficiaram com os serviços de saúde, as mulheres ora começando a ser abrigadas por instituições de governo para proteção eficaz, os desvalidos que passaram a receber, ademais do retórico manual de pescaria, o anzol, a vara e a isca.
Excomungados os que conheceram luz elétrica pela primeira vez, os empregados e empregadas que aceitaram colocações dignas no mercado formal de trabalho, com carteira assinada e previdência social assegurada. Estigmatizados aqueles que ascenderam na escala de renda, comparsas na distribuição do butim resultante de políticas negociadas por famigerados proxenetas da pobreza.
A íntegra.

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