sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Denúncia de feijão com agrotóxico Unaí pode levar frei Gilvander à prisão

Mais um caso em que a liberdade de expressão é cerceada pela justiça. A população não pode nem saber que está comendo alimento envenenado? O feijão Unaí é distribuído em escolas com agrotóxicos, 30 quilos foram jogados fora, a cidade é campeã em câncer, mas a justiça que deveria proteger os cidadãos sai em defesa do agronegócio. Matéria do blog Pela Moradia mostra outras motivações para a prisão do frei.

Da Adital  
Manifesto denuncia uso excessivo de agrotóxicos e criminalização de Frei Gilvander 
Natasha Pitts 
Mais de 50 organizações e atores sociais assinaram e estão divulgando por meio da internet e das redes sociais um manifesto contrário ao uso excessivo de agrotóxicos e contra a criminalização de Frei Gilvander Luís Moreira, padre da Ordem dos Carmelitas e militante dos direitos humanos no estado brasileiro de Minas Gerais.O manifesto denuncia que Frei Gilvander teve a prisão preventiva decretada após denunciar, por meio de vídeo postado no youtube e em http://gilvander.org.br, a grande quantidade de agrotóxico presente em feijão produzido no município de Unaí, no noroeste do estado. No vídeo, intitulado "O feijão de Unaí está envenenado?”, são apresentadas informações passadas por usuários da marca, que afirmaram que o produto apresentava mau cheiro típico de agrotóxicos.
O vídeo relata o caso do feijão que foi enviado para a merenda escolar de uma escola. Ao iniciar o preparo do alimento, as cozinheiras não suportaram o odor que exalava e algumas chegaram até a passar mal. Elas identificaram a presença de agrotóxico no feijão e o jogaram no lixo. O produto era da marca Unaí. Há ainda outros depoimentos de consumidores do produto relatando o mau cheiro.
Mesmo esclarecendo que não há uma narrativa de cunho difamatório, a empresa responsável pelo feijão processou Frei Gilvander e os responsáveis do Google e Youtube, assim como decretou a prisão preventiva do religioso caso o vídeo não seja retirado da internet em cinco dias.
"O Estado democrático de direito em que vivemos nos garante o direito de livre expressão e de informação, assim como o sagrado direito à saúde. Um vídeo como este que pretende alertar as pessoas para o cuidado com o veneno nos alimentos, chegou ao cúmulo de se transformar em um processo no qual a empresa alega ter sofrido 'danos materiais' e 'danos morais', de haver sido vítima de 'difamação'", aponta o manifesto.
A íntegra.

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