sábado, 25 de outubro de 2014

Ou se democratiza a comunicação ou a imprensa acaba com a democracia

Não é a revista que denuncia o "mar de lama", ela é que é o "mar de lama".
Uma revista ligada ao crime organizado, como lembra o Nassif sobre as relações dela com o Carlinhos Cachoeira, que continuam impunes.
Se a justiça brasileira funcionasse, estariam todos na prisão: os donos da revista e seus editores.
Mas o STF também virou instrumento político.
O povo vai às urnas e por maioria elege o presidente.
O presidente governa para a maioria -- desde 2002.
E uma minoria ressentida, que controla a grande imprensa, se dedica a caluniá-lo, atacá-lo, persegui-lo.
Dissemina a falsa impressão de que o governo provavelmente menos corrupto é o mais corrupto.
De que o país que melhor escapou à crise internacional é o que está pior.
E contamina metade da população com a desinformação e o ódio.
Quando poderíamos estar celebrando as conquistas da última década e discutindo como melhorar mais, estamos numa luta fratricida.
Absurda, desatinada, despropositada. 
É a imprensa da subversão -- subversão da informação. A imprensa que existe para fazer o oposto do que deveria, que vive para desinformar.
Mancomunada com uma facção política que prometeu ser a social-democracia brasileira, mas que se tornou protofascista.
Com um sociólogo que foi um péssimo presidente e se tornou um ex-presidente que cada vez mais envergonha quem um dia votou nele.
Se seu melhor quadro é seu atual candidato a presidente, o que esperar dessa facção política?
Que se torne um PDS, depois um PFL, depois um DEM, e por fim desapareça?
Do PT saíram dissidências que formaram o PSTU e o PSOL, reafirmando as origens do partido. Quando os social-democratas abandonarão os neoliberais protofascistas e fundarão um novo partido?
Quanto à "grande" imprensa, cada vez menor, em número de leitores e qualidade, quando é que caminharemos para uma comunicação mais parecida com as dos países civilizados?
É essa imprensa que nos aproxima da Venezuela, porque é cada vez mais parecida com aquela oligarquia que deu o golpe de estado de 2002.
Para que este país saia da conflagração fratricida em que a "grande" imprensa e seus seguidores estão nos metendo, é preciso que a comunicação seja democratizada e que passemos a ser informados do país real em que vivemos.
É preciso que surja uma oposição que tenha um projeto alternativo para o país e que dispute votos nas mentes, nos corações e na informação, não por meio de manipulação do que temos de pior.
Nunca se teve tanta liberdade de imprensa neste país, como nos últimos doze anos. Mesmo sendo caluniado diariamente, o governo do PT jamais recorreu a pressões sobre a imprensa, como fizeram os governos tucanos em Minas no mesmo período.
Nem mesmo direito de resposta temos mais.
Nem mesmo lei de imprensa, abolida pelo STF.
Nem mesmo diploma para exercício do jornalismo, também abolido pelo STF.
O que temos é uma imprensa fora da lei, acima da lei, que comete crimes e continua impune, como os representantes políticos da elite protofascista.
Há petistas na cadeia, mas não há criminosos presos pertencentes a essa direita protofascista nem imprensa.
Talvez o golpe esteja a caminho e seja completado amanhã, nas urnas, com fraude e factoide, como denuncia esta matéria).
Se o golpe for derrotado mais uma vez, esta pode ser última oportunidade para mudar esse quadro de crescimento da direita protofascista com apoio da imprensa degenerada.

Do jornal GGN. 
A última tacada de Fábio Barbosa e da Editora Abrilsex, 24/10/2014 - 15:03
Atualizado em 24/10/2014 - 15:06
Luis Nassif

O amigo liga em pânico: “A imprensa vai acabar com a democracia no Brasil”. Respondo: “É a democracia que vai acabar com a imprensa e implantar o jornalismo”.
A aventura irresponsável de Veja – recorrendo a uma matéria provavelmente falsa para pedir o impeachment de um presidente da República - não se deve a receios de bolivarianos armados invadindo a Esplanada. Ela está sendo derrotada pelo mercado, pelo fato de que, pela primeira vez na história, a Internet trouxe o mercado para o setor fechado, derrubando as barreiras de entrada que permitiram a sobrevida de um jornalismo anacrônico, subdesenvolvido, a parte do país que mais se assemelha a uma republiqueta latino-americana.
É um caso único, de uma publicação que se aliou a uma organização criminosa - de Carlinhos Cachoeira - e continuou impune, fora do alcance do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.
A capa de Veja não surpreende. Há muito a revista abandonou qualquer veleidade de jornalismo.
Acusa a presidente da República Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de conhecerem os esquemas Petrobras com base no seguinte trecho, de uma suposta confissão do doleiro Alberto Yousseff:
- O Planalto sabia de tudo - disse Youssef.
- Mas quem no Planalto? - perguntou o delegado.
- Lula e Dilma - respondeu o doleiro.
Era blefe.
Na sequência, a reportagem diz:
“O doleiro não apresentou - e nem lhe foram pedidas - provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades”.
Na primeira fase da delação premiada tem-se o criminoso falando o que quer. Enquanto não apresentar provas, a declaração não terá o menor valor. E Veja tem a fama de colocar o que quer nas declarações de fontes.
Ligado ao PSDB do Paraná, o advogado de Yousseff desmentiu as informações. Mas não se sabe ainda qual é o seu jogo.

As apostas erradas da Abril

Golbery do Couto e Silva dizia que a mentira tem mais valor que a verdade. A verdade é monótona, tem uma só leitura. Já a mentira traz um enorme conjunto de informações a serem pesquisadas, as intenções do mentiroso, a maneira como a mentira foi montada.
Daí a importância da capa de Veja: permitir desvendar o que está por trás da mentira.
A primeira peça do jogo é entender a posição atual do Grupo Abril.
Apostas de altíssimo risco só são bancadas em momentos de altíssimo desespero. A tacada da Veja torna quase irresistível a proposta de regulação da mídia e de repor as defesas do cidadão que foram suprimidas pelo ex-ministrio Ayres Britto, ao revogar a Lei de Imprensa.
Qual a razão de tanto desespero nessa aposta furada?
A explicação começa alguns anos atrás.
A íntegra.

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