sábado, 11 de outubro de 2014

O segundo cargo público do candidato tucano

O primeiro foi de "oficial de gabinete do Conselho Administrativo de Defesa Econômica". Aos dezessete anos! Secundarista!
Outra omissão na biografia do candidato é sua derrota na eleição para prefeito de Belo Horizonte em 1992, quando ficou em terceiro lugar e não foi sequer para o segundo turno.
A imagem moderna que o candidato a presidente mostra em discursos e propagandas nada tem a ver com a sua biografia, feita de práticas velhas, como construir aeroporto em fazenda da família e ser nomeado para cargo público sem concurso.
No ato publicado no Diário Oficial, o jovem é chamado de "doutor". Não que ele fosse médico ou tivesse feito doutorado, era só o velho costume das oligarquias de se chamarem por esse título. O que eu nunca tinha visto é uma coisa assim publicada no Diário Oficial. Um atestado de atraso que une Sarney e os dois primos Neves.

Fatos assim servem para mostrar verdadeiramente quem é o candidato, mas não são as questões mais importantes.

O que desmonta a pretensão do tucano e mostra o que será sua eventual presidência são o fracasso do chamado "choque de gestão", que deixou o estado de Minas Gerais quebrado, e a sistemática perseguição à imprensa, que cala a oposição ao seu governo.

Estes são os fatos realmente graves que precisam ser mostrados. Quem quiser votar em candidato das elites reacionários e e optar por um Brasil pior do que o temos hoje, é livre para fazê-lo, mas não precisa se enganar com falsificação dos fatos e precisa saber que essa falsificação será uma prática de governo.

Da Rede Brasil Atual.
Aécio critica, mas já foi beneficiado por 'aparelhamento' em divisão da Caixa
Tucano omite de sua biografia uma nomeação sem concurso para o cargo de diretor de Loterias da instituição
Por Helena Sthephanowitz, em 10/10/14 

A campanha de Aécio Neves faz tudo para passarem despercebidas passagens de sua biografia que contradizem seu discurso. Por exemplo, ele próprio já foi um beneficiário do tal "aparelhamento" do Estado que ele tanto fala em combater. Está lá no Diário Oficial da União, de 14 de maio de 1985.
Qualquer filho do seu José ou da dona Maria, brasileiros comuns como eu e você, se quiser trabalhar na Caixa Econômica Federal, tem de fazer concurso e começar de baixo. Só consegue subir na empresa, degrau por degrau, mostrando serviço, ralando para chegar a gerente.
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Diário Oficial mostra nomeação do jovem Aécio Neves 
para diretor da CEF. Irregular e fora da biografia
Mas naquela ocasião o recém-formado Aécio Neves não precisou. Graças ao fato de ser filho de político (seu pai, Aécio Neves da Cunha, era deputado pelo PFL até 1986), neto de político (Tancredo Neves, que havia morrido há menos de um mês), e primo de político, o então ministro da Fazenda do governo Sarney, Francisco Neves Dornelles.

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