sábado, 25 de outubro de 2014

The Economist: o candidato da elite

Lembrei de uma mulher que, ao passar por petistas com bandeiras pró Dilma, na Savassi, gritou: "Quem vota na Dilma é pobre!"
Levou uma vaia, é claro. Só isso, nenhum xingamento, nenhuma ofensa.
Mesmo derrotado, como espero que seja, o candidato oposicionista talvez tenha encontrado seu eleitorado e este, o seu líder. Me refiro ao pessoal que anda de camionetes imensas, exibe produtos caros, não gosta de pobres e pretos, fala mal dos políticos e de tudo que é público, ao mesmo tempo em quem comete todo tipo de desrespeito, infração e crime, como dirigir embriagado, buzinar de madrugada, estacionar em cima do passeio, avançar sinal, levar o cachorrinho para fazer cocô no passeio, gritar contra os torcedores do time rival pela janela do apartamento, furar fila, dar carteirada, sonegar impostos, corromper fiscais, usar serviços e recursos públicos para realizar obras particulares e muito mais.

Do portal Fórum.
Revista britânica ironiza ato pró-Aécio: 'Só faltou champanhe"
outubro 24, 2014 10:27
The Economist chamou o protesto de “Revolução da Cashmere”, pela quantidade de socialites, roupas caras e iPhones vistos durante o ato em prol do candidato tucano; segundo a publicação, isso apenas reforça a imagem de que Aécio seria um verdadeiro representante da elite

A revista britânica The Economist publicou um texto ontem (23) sobre a mobilização de eleitores do presidenciável brasileiro Aécio Neves (PSDB). O evento ocorreu na noite de quarta-feira na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Mesmo tendo anunciado apoio ao candidato tucano, a publicação foi irônica e chamou a manifestação de “Revolução da Cashmere”, em referência à lã utilizada normalmente em roupas caras.
“Sujeitos de terno com camisas bem passadas e gravadas com suas iniciais, portando bandeiras de Aécio. Socialites bem vestidas, envoltas em elegantes cachecóis para afastar o frio fora de estação, entoando slogans contra o PT. Todos tirando selfies com caros iPhones”, dizia a matéria, que afirmou ter faltado apenas “taças de champanhe” no protesto.
A íntegra.

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