domingo, 12 de outubro de 2014

Conflitos de classes, não de regiões

A análise sempre equilibrada do Emir Sader.
Sem a ajuda diária da "grande" imprensa aos candidatos da oposição, haveria tal polarização?
Sem a perseguição contínua durante 12 anos, haveria sentimento de "mudança"?
Acho que Dilma se reelegeria com os 70 a 80% de aprovação que seu governo tem.
Se eleger o candidato tucano, a maioria dos brasileiros vai jogar o país num caminho do qual vai se arrepender depois.
É claro que a tal "mudança" interessa -- quando muito -- a 10% da população. Os outros 40%, caso se deixem levar por eles, sofrerão um estelionato político.
Não será a primeira vez.
Erros assim custam caro e podem ter efeitos prolongados, como mostram a eleição de Jânio, o apoio ao golpe de 64 e a eleição de Collor.

Do portal Carta Maior. 
Pobres contra ricos? São Paulo contra o Nordeste? 
Pobres contra ricos? As pesquisas não deixam dúvidas, é uma questão social. São Paulo contra o Nordeste? É manipulação ideológica.
por Emir Sader em 11/10/2014 às 12:13

A avaliação amplamente favorável dos governos do PT em relação aos governos tucanos teria dado uma vitória tranquila para a Dilma. Só se torna uma disputa tão acirrada, aberta, pelo uso brutal do monopólio dos meios de comunicação – partido da oposição, como confessou diretora da FSP na campanha de 2010 - que se aproveita do maior erro cometido pelo governo: não ter avançado na democratização dos meios de comunicação.
A parada agora se decide entre o nível de rejeição fabricado contra a Dilma – em que os preconceitos tem um papel fundamental – e a capacidade da militância de neutralizar relativamente o trabalho dos monopólios midiáticos, convencendo das consequências de uma eventual vitória tucana.
A polarização histórica entre a esquerda brasileira e a direita se deu sempre sob essa forma – conquistas sociais, soberania política e papel ativo do Estado, por um lado, ajuste econômico, subordinação externa e centralidade do mercado, por outro. Foi assim com o Getúlio, que personificou os avanços nos direitos dos trabalhadores, a construção do primeiro projeto nacional e a refundação do Estado no Brasil. A direita se apoiava na ditadura política como seu argumento fundamental, tratando de desqualificar o fortalecimento do Estado.
A íntegra.

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