sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

No Piauí, policiais infiltrados marcam manifestantes como gado

No Ceará, polícias fazem greve e parentes de juíza são ameaçados. No Piauí, policiais marcam manifestantes com tinta indelével. Nada contra greve de policiais, mas eles agem num movimento reivindicatório com a mesma arbitrariedade com que atuam, resquícios que são de 21 anos de ditadura militar. Ainda não temos polícias da democracia. Polícia no Brasil acha que o cidadão lhe deve submissão, quando na verdade é o contrário, ela é que deve submissão aos cidadãos, que pagam seu salário e para quem ela trabalha. O protesto em Teresina é contra aumento nas passagens de ônibus -- em Belo Horizonte elas aumentaram mais, mas não houve protesto. Lá como aqui, transporte deficiente e caro, com lucro garantido para as empresas.

Do Portal AZ.
Policiais infiltrados usam caneta especial para marcar líderes de protestos
Por Jéssica Monteiro e Rômulo Maia
Policiais militares sem farda ou qualquer identificação estão infiltrados nas manifestações contra o aumento da passagem de ônibus de Teresina. A informação foi confirmada pelo coronel Adonias Amorim, comandante da tropa da Polícia Militar que acompanha o terceiro dia de protestos. De acordo com o oficial da PM, os homens à paisana são do Serviço de Inteligência da Polícia Militar. Eles estão municiados com uma caneta especial, capaz de deixar marcas invisíveis a olho nu. O equipamento está sendo usado para identificar os chamados “líderes” do movimento e pessoas envolvidas com incidentes durante os atos. As marcas da caneta, explicou o coronel Adonias, só podem ser vistas com o uso de um óculos especial. A equipe do Portal AZ que acompanha as manifestações flagrou homens armados e sem farda circulando entre os estudantes. No terceiro dia de protestos contra o aumento da passagem, estudantes e trabalhadores se reuniram na Praça do Fripisa, centro de Teresina, de onde seguiram em passeata até a Prefeitura de Teresina. Durante o percurso, ruas e cruzamentos são momentaneamente bloqueados, deixando o trânsito lento. Os manifestantes são contra o aumento da passagem – reajustada para R$ 2,10 no dia 02 deste mês – e contra a tarifação do segundo embarque no sistema de integração das linhas adotado pela PMT. Segundo Daniel Solon, diretor do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), outras solicitações estão sendo feitas. "Queremos discutir a Municipalização do Transporte Público e o passe livre para estudantes e desempregados. Não é utópico, tudo depende da política de governo", relata o docente. Segundo ele, cerca de 100 cidades no país já adotam o passe livre para estudantes. "O que acontece é que os empresários do Setut querem lucrar. Se o transporte público fosse municipalizado essas questões seriam possíveis", explica.
A íntegra.

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