segunda-feira, 22 de julho de 2013

Fome, agrotóxicos e assassinatos

Do O Globo, via página do MST.
"Fome não é mais morte natural, é massacre" afirma Jean Ziegler
Por Leonardo Cazes

Aos 79 anos, o sociólogo suíço Jean Ziegler viajou o mundo inteiro e conheceu de perto a vida de quem sofre de fome. Professor da Universidade de Genebra e da Sorbone, Ziegler foi relator para o direito à alimentação das Nações Unidas entre 2000 e 2008 e membro do Comitê Consultivo do Conselho de Direitos Humanos da ONU entre 2008 e 2012. Em entrevista ao Globo, o autor de "Destruição em massa: geopolítica da fome" (Cortez) argumenta que se a produção mundial de alimentos é suficiente para alimentar todo o mundo, quem morre de fome, portanto, é assassinado. Sobre o Bolsa Família, acredita que o programa cumpriu o seu papel, mas agora é preciso investir em reformas e na agricultura familiar.

- No seu livro, o senhor afirma que há três etapas no "tratamento ideológico da fome" ao longo da História. Quais são elas?
- A primeira etapa foi dominada pelo teorema de Malthus, em que a fome é uma necessidade, trata-se de uma lei de Deus. Se não houver eliminação periódica de populações, uma seleção natural, todo planeta sofreria com a superpopulação. A natureza é responsável pela fome. Esta teoria dura até a Segunda Guerra Mundial, porque servia magnificamente às classes dirigentes dos impérios coloniais britânicos e franceses, que produziam massacres nas colônias com a exploração do trabalho. Em 1946, é publicado "Geopolítica da fome", de Josué de Castro. Este livro foi uma revelação para os europeus. O título indica que a fome é de origem política, e não da natureza. Castro, um gênio, foi o primeiro presidente da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e agricultura) e é esquecido no Brasil. Ele deveria ter um monumento em cada cidade do país, porque é um dos maiores pensadores do século XX.
A íntegra.

Da Radioagência NP, via página do MST.
25 crianças morrem por merenda contaminada com agrotóxico na Índia 
Por Vivian Fernandes

Pelo menos 25 crianças morreram após ingerir merenda escolar contaminada por agrotóxicos na Índia. Dezenas de crianças, de 4 a 12 anos de idade, estão sendo tratadas em hospitais e muitas estão em estado grave.
O caso ocorreu em uma escola da vila de Gandamal, no estado de Bihar. Uma investigação inicial aponta que os alimentos podem ter sido contaminados por pesticidas usados em plantações de trigo e arroz da região.
A refeição oferecida às crianças na terça-feira (16/7/13) fazia parte do programa Merenda Escolar do Meio-Dia do governo indiano, que alcança 114 milhões de crianças.
O projeto oferece refeições gratuitas como estratégia para enfrentar a fome e a desnutrição infantil, além de combater o abandono escolar. No início o programa foi bem sucedido, mas depois passou a ter problemas com desperdício e corrupção.
A íntegra.

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