terça-feira, 9 de julho de 2013

Médicos contra a saúde pública

É claro que não são todos os médicos, provavelmente nem a maioria, apesar do baixo nível crescente dos médicos brasileiros, porque o governo FHC autorizou a criação de escolas de medicina particulares vagabundas, inundou hospitais e consultórios de médicos despreparados, ao mesmo tempo em que cortou verbas para a saúde pública.
Não sou eu quem diz isso, é o insuspeito e respeitado médico Adib Jatene, ex-ministro da Saúde daquele presidente.
É bem provável que esse Roberto Luiz d'Ávila, presidente do Conselho Federal de Medicina, não represente o pensamento dos médicos, afinal tem até médico brasileiro importante que manda os filhos estudarem em Cuba. E importar médicos é uma prática mundial.(Aliás, por que Cuba exporta médicos?)
D'Ávila (será parente daquele general que comandou o DOI-Codi, Ednardo?) certamente não representa o pensamento dos verdadeiros médicos, que seguem o juramento que fazem ao formar e que põem a medicina à frente do dinheiro, que consideram a profissão como vocação e não como negócio. São esses médicos que nós, pacientes, respeitamos, não esses outros que vivem em manchetes sensacionalistas.
O programa do governo chama-se "Mais Médicos" e o presidente do CFM é contra, o que diz tudo.  
Se fosse do bem, apoiaria e faria críticas construtivas, para melhorar, mas não se oporia nem ameaçaria entrar na justiça, só para ir para as manchetes sensacionalistas e denunciar o governo.
Esta é uma posição corporativista e ele faz política, assim como globo, veja, folha etc. Veja a entrevista no programa do Jô e tire suas próprias conclusões; é um pavão, que tergiversa, se contradiz, desconfia do que o ministro não disse -- até o Jô, que não pode ser considerado de esquerda, mas é inteligente, o põe em xeque. Bate na tecla da "incompetência", que é o refrão da direita demotucana e chega a elogiar a ditadura! Se enrola ao falar como sobrevive sem trabalhar, já que não ganha nada do CFM (deve ter uns sessenta anos e já tem duas aposentadorias!). Eu não compraria um carro usado na sua mão.
Faz parte da direita demotucana que encontra sempre amplo espaço nos veículos da velha imprensa para atacar tudo que o governo federal faz. Principalmente se é a favor do povo.
É contra a vinda de médicos estrangeiros para atender pacientes em locais para os quais os médicos brasileiros não querem ir, quer que os pobres e as populações do interior continuem desassistidos.
É contra médicos atenderem no SUS.
É contra o "subfinanciamento do SUS", mas apoiou o fim da CPMF, que financiava o SUS.
Qualquer leitor do noticiário, verá, como paciente, as qualidades do programa, mas esses médicos (?) são contra. Eles chiam contra o bolsa-família, que dá um salário mínimo para os pobres, e chiam também contra o bolsa-médico, de R$ 10 mil!
Comparam o trabalho no SUS ao serviço militar. Devem considerar o serviço militar muito ruim, no entanto, nunca vi nenhuma protesto de médico contra ele. Esse médicos (?) não são tão valentes. Só têm coragem para protestar contra um programa que vai exigir que eles atendam o povo.
A matéria do Terra mostra em detalhes o que é o programa proposto pelo governo federal.
PS: O comportamento do presidente do CFM no facebook -- que pode ser lido aqui -- confirma minha opinião sobre ele.

Do Terra.
Treinamento no SUS não cria serviço social obrigatório, diz Padilha 
O ministro reagiu a críticas de entidades médicas, que pretendem entrar na Justiça contra a proposta de ampliar a duração dos cursos de medicina
Thais Leitão
Diante das críticas feitas por entidades médicas ao Programa Mais Médicos, lançado na segunda-feira pelo governo federal, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu que o debate sobre a questão ocorra de "forma respeitosa e com diálogo". "Quem tem propostas diferentes, que apresente. Não venha querer cercear o debate com medidas jurídicas", disse o ministro ao afirmar que está "seguro" da constitucionalidade da proposta de ampliar a formação dos médicos em mais dois anos de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira para detalhar o programa, ele disse que o trabalho no SUS não tem nenhuma relação com o serviço social obrigatório, em resposta às críticas feitas ontem pelas entidades médicas. "O serviço social é quando o Estado, como no serviço militar, escolhe para onde esse profissional vai ir. Os dois anos no SUS está ligado às instituições formadores. Esse médico em treinamento ficará dois anos na atenção básica, na medicina da família, na urgência e emergência, ligado às instituições formadoras", afirmou ao lembrar que a medida só vale para 2015, sem mudar nada para quem já entrou na universidade ou vai entrar em 2014.
A íntegra.

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