segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dia 11 em frente à Globo em SP manifestação contra monopólio das comunicações

Monopólio da televisão e ainda rádios, jornais e revistas; promiscuidade política com políticos (Sarney, Collor etc.) que detêm concessões de suas afiliadas; corrupção -- os escândalos a acompanham desde seu nascimento; manipulação -- distorção do noticiário é um serviço que ela presta desde a ditadura. E sonegação. A folha corrida da Globo não é pequena. 

 
Do Intervozes, via Viomundo, e da página do Facebook que convoca a manifestação.
Sobre o ato do dia 11, em São Paulo
Por que um ato na frente da Globo? 
Monopólio
O cenário na televisão brasileira é de quase monopólio. Na TV aberta, a Globo controla 73% das verbas publicitárias, embora tenha 43% da audiência. A Globosat participa de 38 canais de TV por assinatura e tem poder de veto na definição dos canais da NET e da SKY, que juntas controlam 80% do mercado. No Rio de Janeiro, o grupo controla os principais jornais, tevês e rádios, situação que seria proibida nos Estados Unidos e em vários países da Europa, onde há regulação democrática da mídia.
#OcupeaMidia  
Promiscuidade política
Várias das afiliadas da Globo pelo Brasil são controladas por políticos de direita envolvidos em inúmeros escândalos. A família Sarney controla a TV Mirante (Globo) no Maranhão e Fernando Collor controla a Gazeta (Globo) em Alagoas. A Globo construiu seu império a partir da relação promíscua com o regime militar, que lhe garantiu o acesso a toda a estrutura da Telebrás e a expansão nacional do seu sinal.
#GloboSemBigode
#GloboSemCollor  
Corrupção
A corrupção é marca da Globo desde a fundação. Seu crescimento na década de 60 se deu a partir de um acordo técnico ilegal com o grupo Time-Life, que mereceu uma CPI, mas foi abafado.
Recentemente, veio à tona uma operação fraudulenta da empresa para sonegar impostos na compra dos direitos de exibição da Copa do Mundo de 2002. Além disso, a empresa vende espaços editoriais para divulgação de filmes e artistas, numa verdadeira grilagem eletrônica que a faz absorver recursos incentivados do cinema nacional.
Manipulação
A emissora opera como um partido político, direcionando o noticiário jornalístico a partir de suas opiniões conservadoras (seu "programa político") e buscando definir a agenda pública a partir de entrevistados que têm visões alinhadas. A mudança na abordagem dos protestos simboliza bem a transição entre a deslegitimação e a tentativa de cooptação a partir de sua própria pauta. Momentos grosseiros de manipulação, como o das diretas já ou a eleição de Collor, ainda existem, mas perdem espaço para uma manipulação mais sutil, sofisticada e cotidiana.

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